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Sustentabilidade

Blumenauense produz mais de 6 toneladas de lixo por mês

As elevadas quantidades descartadas agora obrigam o município a repensar a gestão de resíduos. Confira a primeira da série de matérias sobre lixo.

25 outubro 2019 - 13h30Por Mayara Korte

É cada vez maior a consciência sobre a importância de um destino eficiente e sustentável para o lixo produzido pelas pessoas. No caso de Blumenau, a cidade passa por transformações na gestão de resíduos para se adequar a práticas mais corretas de descarte e promover maior conscientização sobre a importância da reciclagem das toneladas de lixo produzidas pela população. Os maiores objetivos são diminuir custos e colaborar com o meio ambiente

Atualmente são descartados mensalmente mais de 6 mil toneladas de lixo orgânico e cerca de 500 toneladas de lixo reciclável, segundo dados da Gerência de Resíduos do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae). O lixo orgânico é destinado para o aterro sanitário de Brusque, onde é enterrado em contêineres, uma vez que Blumenau não possui local para esses dejetos. Já o lixo reciclável é destinado para a para a separação.

Arnoldo Pahl, gerente de resíduos do Samae, explica que é fundamental o melhor direcionamento do lixo e para isso a revisão de gestão exigida pelo atual prefeito de Blumenau, Mário Hildebrandt, precisa ser pensada detalhadamente. “Fazer a gestão de resíduos não é simplesmente descartar, enterrar  o lixo. É preciso pensar e planejar o que fazer com ele”, explica Arnoldo. 

A  nova gestão de resíduos prevê diversos programas para promover um melhor direcionamento do lixo. Entre os pontos a serem desenvolvidos estão programas educacionais em escolas e mais trabalhos de conscientização que levam informações sobre o descarte correto para a população. 

Outro investimento é o aumento de pontos com lixeiras específicas para os tipos de lixos, uma ação que tem demonstrado resultados principalmente com o reciclável, aumentando de 3.729 toneladas recolhidas em 2018 para 4.738 em 2019, segundo dados da Gerência de Resíduos Sólidos.

Repensar o destino final do lixo também tem motivação financeira. Arnoldo explica que o nível de lixo descartado pelo blumenauense excede o normal. “Hoje nós enterramos quase 90% do lixo, sendo que o máximo seria 36%”, comenta. Cada tonelada que é enterrada no aterro tem um custo de 192 reais, o que representa uma média de gasto mensal de mais de 1 milhão ao município. 

As altas despesas estão sendo revistas e procura-se alternativas para diminuir custos. Um dos programas implantados pelo Samae com esse objetivo é as PPPs (Parcerias Público Privadas). Uma delas, em fase de ajustes, é uma parceria com o Grupo Votorantim em um projeto na cidade de Vidal Ramos que necessitará de toneladas de lixo para a produção de energia por meio da pirólise (queima com baixo nível de oxigênio).

Com o redirecionamento do lixo para a produção de energia, cerca de 70%, haverá uma economia mensal para os cofres de mais de 400 mil reais. “Não existe realmente lixo, tudo depende de que gestão você dá para ele”, comenta Arnoldo Pahl, gerente de resíduos do Samae, sobre a possibilidade energética que a parceria proporciona para o lixo da cidade.

 

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