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Sustentabilidade

Coleta Seletiva de Blumenau cresce 96% em 2019

O considerável aumento da coleta de lixo reciclável é em comparação com ano anterior. Confira a segunda matéria da série sobre lixo

12 novembro 2019 - 13h15Por Mayara Korte

Blumenau possui uma elevada produção de lixo orgânico mensal, somando mais de 6 mil toneladas. O elevado número agora passa por uma reformulação prevista dentro da nova gestão de resíduos da cidade para se tornar mais sustentável e economicamente mais viável.  Em meio a esse cenário de mudança e adequação ambiental, está a coleta seletiva de Blumenau, que atua como uma agente importante na missão de proporcionar um novo destino ao lixo reciclável produzido pela população local. 

O lixo reciclável recolhido em Blumenau mensalmente é de cerca de 500 toneladas, segundo dados da Gerência de Resíduos do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae). Um valor inferior ao do lixo orgânico, mas que já teve balanços piores. “A população começou a ter mais consciência nos últimos anos”, explica Arnoldo Pahl, gerente de resíduos do Samae

A instalação de grandes lixeiras para orgânicos e recicláveis foi um ponto impulsionador para a mudança de comportamento. “Melhorou porque hoje as pessoas tem a opção. Antes você só colocava os sacos fora de casa e ia tudo junto. Hoje as pessoas tem a opção dos contêineres”, afirma  Arnoldo. De acordo com o gerente de resíduos do Samae, este ano o número de contêineres aumentou de 300 para 2 mil e a intenção é aumentar para mais de 4.500 em um curto espaço de tempo. “Os contêineres atendem as áreas horizontais, nos corredores de serviços. Mas ainda não vamos conseguir chegar às áreas íngremes da cidade”, explica o gerente.

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A coleta seletiva é direcionada para o terreno do antigo aterro de Blumenau, onde hoje funciona a gerência de resíduos do Samae e a Associação de Catadores de Blumenau (Coopereciblu), coordenada pela Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da FURB (ITCP). São pelas mãos da associação que a coleta seletiva da cidade ganha um destino mais útil, revertendo-se em novos materiais. 

Fundada em 1999, é regida pelos princípios da Política Nacional de Resíduos Sólidos e pela Política Estadual de Economia Solidária, que visa a inclusão social e econômica dos catadores associados. 

A Reciblu, como é mais conhecida, atualmente possui 60 associados, entre brasileiros e imigrantes haitianos. O objetivo do trabalho da cooperativa é fazer a separação dos materiais trazidos até a associação por meio da coleta seletiva.  Luana de Souza Schmickler, bolsistas do ITCP e que atua diretamente com a cooperativa, explica que o material  passa por um processo de triagem onde são separados o que pode de fato ser reutilizado daquilo que não tem mais utilidade. São os chamados rejeitos. 

Mas para o material ser considerado reciclável precisa seguir alguns critérios. “Todo o resíduo antes de ser descartado como material reciclável, deve ser limpo ou estar limpo e seco. Tecido, isopor, papel higiênico, são exemplos de materiais que não são separados pela cooperativa, visto que não são recicláveis.”, explica Luana.

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