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Comércio

Comércio de rua abre as portas com restrições no atendimento

Com cuidados de higiene, lojas passaram a focar nas entregas e outros formas de venda

15 abril 2020 - 19h15Por Michelle Mello
 
No último domingo, dia 12 de abril, o governador Carlos Moisés assinou a nova portaria que permitia a abertura de hotéis, pousadas e comércio de rua em Santa Catarina a partir desta semana. No documento, foram estabelecidos diversas obrigações para que estes serviços fossem autorizados a abrir, como limite de público, utilização de máscaras pelos funcionários e cuidados com higienização dos produtos. Desde o dia 17 de março, o Decreto Nº515 suspendeu atividades não essenciais no estado, durante o período outros serviços foram liberados com condições para o funcionamento.
 
Houveram cidades no estado que não permitiram a abertura do comércio de rua, como a capital Florianópolis, mas Blumenau acatou a Portaria Nº244. O movimento na cidade aumentou mas muitas pessoas continuam obedecendo o isolamento social. As lojas passaram a abrir com limitações: atendimento ao público por meio de agendamento, entregas à domicílio, limitação no contato com o cliente, entre outras medidas. 
 
A Enxame, loja colaborativa localizada na rua Antônio da Veiga próxima da Furb, abriu apenas para retirada no local dos produtos vendidos pelo site, Instagram e Whatsapp. “E o que vamos fazer é tipo um balcão de retirada. Pessoal compra pelo site, pelo Instagram e pelo Whatsapp e ir lá só para retirar. E continuar focando mais nas vendas por entrega”, comenta Maria Eduarda Boaventura, dona da loja.
 
Para manter as vendas durante o período em que o comércio local foi obrigado a manter as portas fechadas, a Enxame focou na venda online e entrega à domicílio. “No começo, foi mais baixo, acredito que pelo motivo do pessoal achar que realmente seria só uma ou duas semanas a quarentena. E,  depois da segunda semana, começou a ter bastante procura. Quando começamos a vender as máscaras, também, teve bastante procura”, conta Maria Eduarda. Esse formato de vendas  foi uma forma de se proteger também. Durante as vendas, é utilizada a máscara, uso de álcool para limpar as mãos e cuidados com a máquina de cartão evitando o contato o máximo possível, sendo que alguns clientes preferem realizar transferências. 
 
Loja de produtos naturais e sustentáveis,  Âme, funciona junto com o restaurante de comida funcional e sentiram a diferença nas vendas. “Nossos clientes super entendem a situação que estamos passando agora, principalmente por ser algo de nível mundial. E já tínhamos delivery antes como opção. Mas nosso movimento caiu bastante, principalmente porque não podemos abrir buffet, estamos atendendo 20-30% do nosso movimento normal”, relata Mari Katiln, funcionária da Âme. 
 
Funcionando com retirada no caixa, entrega e atendimento, a maior parte das vendas é por meio da rede social Instagram. Apesar disso, ainda sentem dificuldades por estarem parcialmente fechados mas compreendem a situação em que a sociedade está passando. “A maior dificuldade realmente é estar fechado para atendimento, com certeza era melhor estar abertos com restrições (como 50% da capacidade, ou ao invés de buffet, menu à la carte...) do que estarmos fechados. Por mais que o delivery esteja funcionando ele demanda muita atenção (Instagram, Whatsapp, site, plataformas de deliverys)”, conta Mari.
 
Assim como está na portaria do governo estadual, a  Âme está tomando vários cuidados de higiene durante os atendimentos. “Todos os funcionários estão usando máscaras, usando frequentemente álcool em gel e lavando sempre as mãos. Os funcionários da fábrica e cozinha trocam de roupa assim que chegam no restaurante, e claro, tomando o maior cuidado quando não estão em expediente já que todos entende que agora estamos passando por uma situação delicada por todo o mundo e todo cuidado é necessário, principalmente porque um dos nossos intuitos é levar saúde para nossos clientes”, explica Mari Katlin.
 
Já a livraria Blulivro abriu a loja no centro de Blumenau, enquanto a loja do Shopping Park Europeu se mantém fechada de acordo com a proibição do governo estadual. Assim como as outras duas lojas citadas na matéria, a Blulivro apostou na entrega dos produtos por delivery. Vendendo desde livros, papelaria e até board games, a principal procura é por artigos infantis. “Sim, já trabalhávamos com e-commerce enviando itens pelos Correios para todo o Brasil, mas, com a situação que estamos, preferimos evitar as idas até as agências e apostamos na parceria com os motoboys. A recepção foi ótima! Muitas famílias estão trabalhando em casa e, a comodidade e segurança em receber itens, especialmente para entreter as crianças, vem atraindo muitas pessoas!”, explica Taciana Reichert, coordenadora de marketing da livraria.
 
 

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