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De onde vêm os nomes das comunidades blumenauenses?

Desde histórias de moradores até animais, saiba a origem do nome de algumas regiões da cidade

05 dezembro 2019 - 21h59Por Victor Vinícius

Você conhece as comunidades de Blumenau? Oficialmente, a cidade possui 35 bairros, incluído os dois distritos (Grande Garcia e Vila Itoupava). As comunidades, por sua vez, vão um pouco mais além. São localidades que podem se organizar política e socialmente para reivindicar suas pautas, independentemente da oficialidade do bairro. 

 

Mas como surgem os nomes para tantas microrregiões dentro de uma mesma cidade? Sueli Petry, uma das principais vozes da pesquisa histórica de Blumenau, aponta que as localidades geram um sentimento de pertencimento nos moradores. “As pessoas que ali residem se identificam com aquele lugar. Normalmente, é um ponto geográfico, um ribeirão, é algum ponto de referência, e ali vai se formando uma povoação pequena”, explica.

 

Veja aqui como surgiram os nomes de sete localidades em Blumenau que você provavelmente já ouviu falar, são dois bairros oficiais e cinco comunidades. As  origens remetem desde nomes de animais, até personagens que moraram no local.

 

Toca da Onça: compreende a região da rua Henrique Reif. Segundo moradores, quatro homens (Alfredo Kath, Eugênio Klein, Ernesto Schoenau e David Bolch) saíram à caça de uma onça que estava matando os animais domésticos, num domingo de 1953. Somente no dia seguinte, os cachorros que acompanhavam os caçadores conseguiram localizar a toca onde a onça ficava, por volta das 16h. O animal foi morto na região conhecida como Morro do Abacaxi, e levado para o Grupo Escolar Olímpico, onde o couro do bicho foi rematado. A região da Toca da Onça só passou a se chamar Nova Esperança em 2001, quando os moradores votaram e escolheram o nome.

 

Beco das Cabras: A rua era muito acidentada e havia muitas cabras na região. As pessoas que viviam ali usavam os animais para obter leite e outros produtos, e por isso, acabaram dando à região o nome de “Beco das Cabras”. A localidade está situada no bairro Vorstadt, onde ficam as ruas Pedro Krauss Sênior e Leopoldo Kuhn. 

 

Velha: Desde 1838, 12 anos antes da data oficial de fundação de Blumenau, uma senhora com idade bastante avançada vivia às margens do ribeirão (que não por coincidência recebeu o mesmo nome). Uma versão alternativa da história diz que “Velha” era um nome alternativo para uma família, que também já vivia na região antes de 1850. 

 

Vorstadt: a palavra vem da língua alemã e significa “antes da cidade” ou “entrada da cidade”. Para quem vem do litoral, esse é o primeiro bairro com o qual se tem contato no perímetro de Blumenau.

 

Morro do Aipim: o nome surgiu porque a geografia do local é comparada com uma soca de aipim arrancada do chão, com a justificativa de que a vista da cidade mostra a cabeça da soca. Além disso, o morro era muito utilizado para obter os materiais utilizados no cultivo do aipim (machados, foices, pedras de afiar), embora não fosse utilizado para o plantio em si. Antes de receber esse nome, havia sido chamado também de Feileberg (Morro do Amolador). Era uma das propriedades particulares do Dr. Blumenau. Está localizado na região central da cidade, ao lado da rua Itajaí. No alto do local, está situado o tradicional restaurante Frohsinn, fechado desde 2012. 

 

Morro Dona Edith: segundo o relato dos moradores, o loteamento localizado na região da Velha Grande leva o nome de uma das primeiras moradoras da localidade, que nem sequer morava no próprio morro. Na verdade, Edith e seu marido, Cuniberto, moravam na rua Franz Müller. Os primeiros relatos de moradores da região datam de 40 anos atrás. A comunidade tem apenas 15 ruas, mas cerca de 300 famílias residem no local, a maioria em casas não regularizadas.  

 

Nova Rússia: A região foi colonizada por imigrantes alemães e prussianos (originando o nome local) que viviam da caça e da agricultura de subsistência, mantendo até hoje a conservação de áreas naturais existentes no local. Está localizada no extremo sul da cidade, incluindo espaços fora do perímetro urbano. Entre as “atrações” da região, estão o morro do Spitzkopf e o Parque das Nascentes.  

 

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