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Julho Amarelo

Julho é considerado o mês de prevenção e conscientização das hepatites virais

De acordo com o Ministério da Saúde, quase 2 milhões de brasileiros são portadores de hepatites virais

10 julho 2019 - 17h45Por Júlia Beatriz

Determinado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), no dia 28 julho é comemorado o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais. E, no Brasil, a lei 13.802, sancionada pelo Presidente da República neste ano, define que o mês é considerado como “Julho Amarelo”, mês de luta contra as hepatites virais. 

As hepatites virais, principalmente os tipos B e C, são um grande problema no mundo. De acordo com o Ministério da Saúde, quase 2 milhões de brasileiros são portadores de hepatites virais, sendo que, 1,7 milhões possuem o vírus da hepatite C e 756 mil o vírus da hepatite B.

Dr. Daniel Fernando Soares e Silva explica que, além das hepatites por vírus, existem outros fatores que levam uma pessoa a ter a doença: “O fígado pode inflamar por várias razões, por exemplo, existe hepatite alcoólica, por álcool, hepatite medicamentosa, por medicamentos, hepatite autoimune, quando o próprio sistema de defesa ataca indevidamente o fígado”.

Em Santa Catarina, está sendo aplicada uma estratégia para ampliação do diagnóstico por meio de testes mais rápidos e, de acordo com dados da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina, vinculada à Superintendência de Vigilância em Saúde, foram distribuídos 969.100 testes rápidos para hepatite B e 985.875 para a hepatite C.

Em 2017, a taxa de hepatite B era de 16,9 para cada 100 mil habitantes e caiu para 16,4, em 2018. Já a hepatite C, em 2017 apresentava a taxa de 16,8 para cada 100 mil habitantes e, no ano passado, a taxa caiu para 15,2. Mesmo com a diminuição das taxas de hepatites, devido a estratégia aplicada, o estado ainda possui índices maiores do que a taxa nacional, de 6,5 casos para cada 100 mil habitantes.
 
Para as hepatites A e B já existe vacina e, caso a pessoa não esteja vacina e tenha a hepatite A, o próprio sistema de defesa do corpo elimina o vírus. Já na hepatite B isso não acontece, sendo assim, é necessário controlar a multiplicação do vírus, por meio de medicamentos, reduzindo a inflamação no fígado.

Já na hepatite C não se tem a vacina e ela é transmitida pelo sangue e derivados que estão contaminados. “Pessoas que consomem drogas com utensílios que são compartilhados, pessoas que inalam cocaína, que tem algumas formas de práticas sexuais que aumentam o risco de transmissão do vírus da hepatite C, que não passa tão fácil por sexo, mas podem passar por determinadas práticas sexuais realizadas. Pessoas que fazem procedimentos, como tatuagem, piercing, acupuntura, manicure em locais que os utensílios não são esterilizados, estão sob risco. Então, ter o seu próprio kit de unha é importante. Além disso, se certificar que o local do procedimento atendem às normas de higiene, de segurança do material utilizado”, aconselha o Dr. Daniel.

Ainda, conforme o médico, nos últimos anos houve um grande progresso no tratamento da hepatite C. “Pacientes conseguiram deixar de ter o vírus, matá-lo, com tratamentos via oral, um comprimido por dia, praticamente sem efeitos colaterais, usados por 12 semanas, com eficácia acima de 98%, que são tratamentos sensacionais. Lembrando que em algumas situações o fígado já foi atingido de forma importante e merece ser acompanhado, apesar do vírus ter sido resolvido”, conclui.

Blumenau

Entre janeiro a maio de 2019, foram registrados 45 novos casos de hepatite, em Blumenau. Registros do Centro Especializado em Diagnóstico, Assistência e Prevenção (Cedap), mostram que 197 pacientes foram tratados para hepatite C, 16 estão em tratamento e 105 pacientes estão em uso de medicação para a hepatite B.
 
Comparando os últimos três anos, os casos de hepatites aumentaram na cidade. Em 2016 ocorreram 88 casos, no ano de 2017 foram 91 e em 2018 foram registrados 109 casos de hepatites virais.

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