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Rede Social

Mães no Instagram: histórias compartilhadas e a criação de uma comunidade

Conheça a história de três influenciadoras digitais que utilizam a rede social para mostrar o cotidiano da maternidade

22 maio 2020 - 11h30Por Maria Luiza de Almeida Küster

Com certeza você já ouviu falar sobre ou possivelmente é um usuário do Instagram, a segunda maior rede social do mundo. A cada dia ela cria tendências e eleva “pessoas comuns” à condição de novas personalidades – pessoas conhecidas por seu trabalho como influenciadores digitais. O Instagram e os seus “influencers” são capazes de alterar a forma com que nos comunicamos e, algumas vezes, até a forma com que pensamos. Mas além desta capacidade de influência, como essa plataforma pode mudar a vida de uma pessoa? Rafaela Goldacker e Júlia Maier, duas mães que vivem em Blumenau, podem nos contar na prática como isso é possível e acontece.

Nos seus perfis na rede social elas contam da vivência de uma mãe de primeira viagem e ainda abordam temas como organização e beleza. A maternidade é um tema em grande ascensão no Instagram. Diversas mães compartilham diariamente a sua vida neste espaço. Algumas como hobby, como é o caso de Stacy Candido, moradora de Blumenau, mãe de Ana Cecília, que tem 6 meses de idade. Conheça estas histórias inspiradoras de mães que utilizam o Instagram para compartilhar as suas histórias e fortalecerem os laços da maternidade.

“Eu era bem reservada, seguia apenas conhecidos”

Júlia Maier, 19 anos, conta que antes de engravidar, ela tinha um comportamento bem reservado nas redes sociais. Até então, ela mantinha o perfil bloqueado e só permitia que pessoas conhecidas a seguissem.

Da mesma forma, ela também só seguia pessoas conhecidas – ou seja, o seu círculo de contatos no meio digital seguia, basicamente, o da vida fora da internet.

Júlia engravidou aos 16 anos do pequeno Renan. Na época, ela teve a ideia de criar um blog para compartilhar a experiência que estava tendo com a maternidade.

A motivação inicial da mãe de “primeira viagem” era dar algumas dicas para outras mulheres que estavam passando por essa vivência.

Aos poucos ela começou a ganhar seguidores no seu perfil do Instagram (@julhamaier) e foi recebendo elogios, o que incentivou a jovem mãe a continuar publicando suas experiências. Com “passos de formiguinha”, como ela gosta de dizer, e sem pressa, Júlia conseguiu se tornar uma mãe de grande influência nesse meio.

Atualmente, ela conta com mais de 17 mil seguidores no Instagram. Esse número surpreende a própria Júlia, que considera o número de seguidores grande. “Eu estou muito feliz com esse número. Me sinto muito completa com meus seguidores”, comenta.

Hoje ela usa o Instagram como uma ferramenta de trabalho, um lugar onde ela pode tirar uma renda extra. Júlia procura divulgar nesse espaço conteúdos com foco no seu público. “Torno ele (conta do Instagram) menos pessoal. Não quero expor tanto a vida pessoal e sim só o que eu gosto de expor, que não é nem 5% da minha vida, pois não acho seguro”, explica. Em paralelo ao trabalho no Instagram, a jovem mãe está fazendo faculdade de marketing e trabalha meio período nessa área na empresa dos pais.

“Minha maior mudança foi o amadurecimento”

Rafaela Goldacker (@rafagoldacker) começou a usar o Instagram como ferramenta de trabalho quando uma amiga precisava divulgar seu serviço de estética.

As duas amigas de Blumenau notaram logo um bom resultado da divulgação em seus perfis na rede social. Foi neste momento que Rafaela decidiu começar a investir mais na geração de conteúdos específicos para o Instagram. Para isso, ela procurou por inspirações na cidade.

O foco das publicações na rede social mudou um pouco quando ela engravidou aos 20 anos. Naquele momento ela estava morando em outra cidade. Foi então que o Instagram ajudou a jovem mãe a se manter conectada com os amigos e familiares de Blumenau ao mesmo tempo em que a auxiliou durante a gestação. Isso porque Rafaela encontrou na rede social uma fonte de informações e de dicas sobre a gravidez.

Além de consumir informações sobre a maternidade, Rafaela começou a utilizar a rede social para compartilhar as suas próprias experiências.

No início, o marido da Rafaela não acreditava muito que o investimento dela no Instagram daria certo. Apesar desta dúvida, ele sempre procurou apoiá-la de alguma forma. “Hoje ele faz conteúdo junto comigo. Ele (marido) pensa em alguma coisa e me mostra”, conta a blumenauense.

Rafaela complementa que consegue conciliar tudo com a ajuda do marido. Atualmente ela trabalha como assistente administrativa, como maquiadora autônoma e ainda administra o perfil no Instagram que virou uma forma de renda extra.

A mãe do Théo diz que nunca teve receio em mostrar o filho nas redes sociais, mesmo com todo o debate que existe sobre este tema. Ela conta que quando começou a postar mais fotos do pequeno Théo, percebeu que ele estava ficando mais “serelepe” (agitado). Segundo Rafaela, existe uma superstição ou uma linha de pensamento no debate sobre a exposição de crianças na internet que afirma que as crianças podem ser influenciadas pela exposição nas redes sociais.

Pessoalmente, Rafaela não acredita nisso. Ela afirma que, apesar de ter lembrado destas superstições, ela preferiu acreditar que a agitação maior do filho estava relacionada com um pico de desenvolvimento dele. Depois de um tempo, essa fase do filho de Rafaela passou e ela viu que essas “teorias” criadas sobre a influência do “olho gordo” (inveja) não passam de superstições mesmo.

"O Instagram é uma rede de apoio muito grande para mães", acresenta a blumenauense. Ela conta que o momento que mais sentiu esse apoio e a força do vínculo criado entre o seus seguidores foi quando ela fez o relato do parto do Théo e quais procedimentos ela manteve durante a gestação. Além disso, segundo Rafaela, alguns perfis que ela segue no Instagram ajudaram na indrodução alimentar do Théo.

“Vai muito além da maternidade em si”

Stacy Candido, tem 21 anos e é mãe de Ana Cecilia, que tem 6 meses e nasceu com Síndrome de Down. Foi em uma consulta com o pediatra, dias após o nascimento da filha, que Stacy e o marido, Gustavo, receberam a notícia.

Além de compartilhar o dia a dia da família no perfil que tem no Instagram, Stacy criou um perfil para Ana Cecilia (@anaceciliaklueger). A ideia deste perfil criado para a filha é a de compartilhar o cotidiano da menina e as suas evoluções de desenvolvimento.

Um exemplo destes registros é o progresso que Ana Cecília tem com a fisioterapia. O foco do perfil da menina no Instagram é mostrar aspectos da maternidade e de uma criança com Síndrome de Down.

Stacy (@stacycandido) conta, em um dos seus vídeos publicado no Instagram, que pretende usar a rede social para levar conhecimento sobre questões que eles estão descobrindo agora.

“Para a gente lutar por um mundo mais incluso, a informação precisa ser entregue, precisa ser dita, as pessoas precisam se interessar. Quando o diferente não está na nossa rotina, a gente estranha. Mas o que faz a gente mudar a nossa visão sobre tal coisa que a gente não vive é escutar sobre ela”, defende a influenciadora digital.

A blumenauense, que é estudante de Direito e trabalha no Poder Legislativo de Blumenau, comenta que a busca no seu perfil no Instagram tem sido maior entre mães jovens que estão buscando dicas e conselhos. Muitas dessas mães a veem como um reflexo, uma inspiração.

Uma outra razão pela busca do perfil de Stacy têm sido, segundo a mãe de Ana Cecília, a vontade dos usuários saberem mais sobre a Síndrome de Down. 

"As pessoas têm curiosidade e isso me deixa muito feliz, porque se trata de inclusão", opina Stacy.

Stacy não pensa nos olhares negativos que podem ser atraídos pela exposição da vida privada da família nas redes sociais. Ela defende que é necessário pensar de forma positiva e procura ver todo o resultado agregador e favorável deste trabalho. Isso, para ela, é muito satisfatório e recompensador, ainda mais quando se trata de frutos bons que a Ana Cecilia poderá colher no futuro.

A mãe da pequena Ana reafirma que sua intenção com as contas no Instagram, dela e da filha, é levar conhecimento de inclusão para as pessoas. “O benefício disso é um futuro digno para a Ana Cecília diante a condição dela”, acredita.

A força das redes sociais e da internet no dia a dia das pessoas


É notável que a cada dia que passa as redes sociais vêm ocupando um grande espaço na vida das pessoas. Algumas até preferem socializar através da internet do que conversar pessoalmente com alguém.

Um estudo realizado pela consultoria We Are Social em parceria com a Hootsuite e divulgado em fevereiro de 2020 revela que 60% da população mundial está conectada na internet e que até metade do ano de 2020, cerca de 50% da população mundial estará usando as redes sociais.

No Brasil, pouco mais de 150 milhões de pessoas utilizavam a internet em janeiro de 2020. Esse número representa um crescimento de 6% em relação aos números de 2019. Em relação às redes sociais, segundo a mesma pesquisa, entre abril de 2019 e janeiro de 2020 houve um aumento de 8,2% no número de usuários, o equivalente a 11 milhões de pessoas.

  

Ainda segundo a pesquisa da We Are Social e da Hootsuite, as pessoas gastam, em média, 6 horas e 43 minutos conectadas na internet por dia. Os usuários de redes sociais, especificamente, passam cerca de 2 horas e 24 minutos nelas diariamente. O tempo gasto nas redes sociais, segundo o levantamento, ainda é menor do que o tempo gasto assistindo TV, incluindo streamings, que chega à média de 3 horas e 18 minutos por dia.

  

Os dados da pesquisa mostram, ainda, que o Brasil está em 3º lugar entre os países com o maior potencial de alcance de publicidade no Instagram. Assim, o Brasil fica atrás apenas da Índia, que aparece em 2º lugar, e dos Estados Unidos, que ocupa a 1ª posição. O alcance do Instagram no Brasil, de acordo com o levantamento, chega a 77 milhões de pessoas. De acordo com os especialistas das empresas que fizeram a pesquisa, as perspectivas para esta rede social no país são ainda melhores para os próximos anos.

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