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Festas de Outubro

Casas noturnas e restaurantes mudam suas programações durante a Oktoberfest

Segundo empresários do ramo, festa faz movimento cair de 30 a 50% nos estabelecimentos noturnos durante os 19 dias de festa

18 outubro 2019 - 16h17Por Edemir Júnior

Principal evento de Blumenau todos os anos, a Oktoberfest arrasta multidões. Em 2018, mais de 592 mil pessoas passaram pela festa, número 4,27% maior que em 2017, quando um pouco mais 565 mil foram aos pavilhões da Vila Germânica. Nesse ano, até a última quarta-feira (16), em oito dias, 222 mil festeiros visitaram a Oktoberfest. 

Cidade cheia de turistas, hoteis praticamente lotados, lojas vendendo como água. Com tudo isso que envolve a festa, você deve imaginar que todo mundo fica feliz, certo? Na verdade, nem todos. Há um setor que sofre bastante durante o mês de outubro: o de restaurantes e casas noturnas. É o que garante Ike Ferreira, proprietário da Cervejaria Container. “Na época da Oktober o movimento cai, sem dúvida nenhuma. Isso não é só para a Container, pois tenho outros amigos que tem bares e pubs na cidade, e lá o movimento noturno, na hora que a Oktoberfest está acontecendo, principalmente nos dias de semana, cai bastante. Chega a cair cerca de 40% a 50%”, afirma Ferreira.

Para o economista Nazareno Schmoeller, os estabelecimentos devem se reinventar durante o mês de outubro, já que o clima da cidade e também de toda a região acaba voltado para as festas tradicionais. “A alternativa que esses estabelecimentos têm é entrarem no espírito da Oktoberfest e oferecer algum tipo de atividade relacionada ao evento. Não tem outra alternativa, a não ser isso. Como na economia, nesse período, vai gerar muito mais dinheiro, as casas tem que criar algum tipo de atividade que atraia essas pessoas para esse tipo de lazer. Também, não adianta colocar alguma coisa muito diferente, porque a pegada é Oktober”, afirma Schmoeller. 

No entanto, os restaurantes e casas noturnas acabam tendo diferentes ações durante os 19 dias de festa. A Factory, localizada na rua Antônio da Veiga, acaba abrindo somente aos sábados, reduzindo assim o número de eventos na casa. “É quase impossível evitar que o público deixe de optar pela Oktober, mas muitos também não curtem ir tantos dias seguidos para os pavilhões. Por isso, nesse período, reduzimos o número de festas e concentramos os esforços e o público apenas abrindo a casa aos sábados. Assim também reduzimos custos e através de ações de divulgação e promoções, conseguimos trazer público pra casa”, explica Leonardo Biz, um dos sócios da Factory.

Já o Vidigal, que fica na rua Engenheiro Paul Werner, opta por nem abrir a casa durante as três semanas em que a Oktoberfest ocorre, pois segundo Célio, um dos proprietários, acaba sendo inviável, dado que as experiências de outros anos mostram que o movimento cai 30% em outubro. “Nós ficamos com as casas fechadas (o grupo também tem outras casas noturnas na cidade). A competição de uma balada com a festa, por ser uma vez no ano, o público acaba sendo atraído, o que faz enfraquecer a noite. Os próprios turistas vêm para ir a Oktober, não para ir em outra balada. Eles vem para o pavilhão. É complicado competir, por isso é melhor deixar fechado durante o período, que é mais vantajoso”, elucida Célio.

Apesar do grande prejuízo para os restaurantes e casas noturnas durante o mês de outubro, Ike Ferreira, proprietário da Cervejaria Container, afirma que na última semana de Oktoberfest, o público na cervejaria melhora muito, se comparado às duas primeiras, a ponto da cervejaria ter o número de frequentadores semelhantes às outras épocas do ano.  “A queda é mais acentuada na primeira semana, pouco menos acentuada na segunda semana e bem menos na última. Tanto que na cervejaria, por exemplo, a gente tem banda toda as sextas o ano inteiro. No período da Oktober, as duas primeiras sextas a gente não põe banda, pois não tem jeito de ter público, mas na terceira a gente coloca e enche a casa porque o pessoal tá de saco cheio das bandinhas da oktober e quer voltar a rotina”, declara Iker. 

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