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Parajasc evidenciam força do paradesporto de Santa Catarina

Evento que será encerrado neste sábado, se destaca pelo alto nível dos jogos

18 outubro 2019 - 13h00Por Arthur Hoffmann

Superação e muita emoção. Essa é a tônica dos Jogos Abertos Paradesportivos de Santa Catarina, os Parajasc, que será encerrado neste sábado (19/10), em Caçador, no meio-oeste do estado. Desde a última segunda-feira, cerca de dois mil atletas de 71 municípios do estado demonstraram porque a competição é referência nacional. 

Os jogos envolvem atletas com deficiência física (DF), auditiva (DA) intelectual (DI) e visual (DV) nas modalidades de atletismo, tênis de mesa, xadrez, futsal, ciclismo, golbol, handebol em cadeira de rodas, xadrez, basquete, basquete em cadeira de rodas, bocha paralímpica e bocha rafa vollo.

Depois das classificações funcionais, realizadas na segunda-feira, resultados expressivos foram alcançados, alguns até superando índices nacionais. O diretor técnico da Fundação Municipal de Desportos (FMD) de Rio do Sul, Sérgio Luis Schlemper destacou a importância dos jogos, ressaltando o alto nível das disputas. Ele usou como o exemplo o nadador Bruno Becker da Silva, que já conquistou mais de 20 medalhas, além de ter os melhores recordes da competição na natação. 

O diretor ainda citou outros resultados, como o título da equipe de Chapecó no handebol, que também tem um projeto de referência na bocha paraolímpica, intelectual e para deficientes andantes. Outro exemplo citado por ele foi o balneocamboriuense Gabriel Prezzi, jovem revelação da Seleção Brasileira da Bocha Paraolímpica, que vem se destacando na competição nos últimos anos. Todos os campeões da competição serão conhecidos neste sábado, último dia de evento. 

“É um evento especial, que a cada ano cresce muito, principalmente pelo apoio das Apaes que são parceiras e desenvolvem esse trabalho de promoção do esporte. O Bruno é um exemplo claro da importância do evento, porque foi no Parajasc que ele iniciou e hoje é um dos melhores do mundo em sua categoria. Além disso em Santa Catarina há muitos projetos referências em diversas modalidades”, comentou, lembrando que muitos atletas de Santa Catarina compõem a Seleção Brasileira, que é definida por índices e recordes conquistados em competições nacionais e validadas pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB). 


Provas do atletismo acontecem em várias categorias e incluem diversas deficiências. Foto: Arthur Hoffmann

Atenção especial

Além dos resultados expressivos conquistados pelos atletas, o diretor ressaltou o grande trabalho logístico para levar os atletas, lembrando que são pessoas que necessitam de apoio. “Viramos uma família durante alguns dias. Eles retribuem com muito amor o carinho que passamos para eles, e isso é motivador, mas para alcançarmos isso precisamos de pessoal de apoio que conheçam suas necessidades. É um evento muito especial de se participar, porque acompanhamos de perto a superação de todos eles”, finalizou. 


 A Bocha Paralímpica Catarinense reúne, hoje, os melhores atletas do Brasil. Foto: Arthur Hoffmann

 

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