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Profissão às escuras: A auxiliar da limpeza

Passando despecebidos muitas vezes, eles(as) também querem voz

11 março 2020 - 15h41Por Edemir Júnior

Nas próximas cinco semanas, sempre às quartas-feiras, traremos uma matéria especial sobre profissões que nem sempre são valorizadas como deveriam . Como o título da matéria sugere, são profissionais que muitas vezes passam despercebidos no dia-a-dia das pessoas, mas que são sempre importantes. Auxiliar de limpeza, Segurança, Cobrador, Flanelinha e Gari são as profissões que vão ganhar voz no portal Nosso Tal.


A profissional da limpeza

Indispensáveis no dia-a-dia de todos, seja no âmbito profissional, seja no pessoal, o número de profissionais da limpeza está crescendo cada vez mais. Segundo o IBGE, em 2018, o dado mais recente revelado, 6,24 milhões de brasileiros trabalhavam no ramo, o maior número desde 2012. O número inclui auxiliares de limpeza, faxineiras, empregadas domésticas e diaristas.

No entanto, muitas dessas profissionais não são valorizadas como deveriam. Batemos um papo com Vanessa Damares Tobias, auxiliar de limpeza da Furb (Universidade Regional de Blumenau), que conta como é a rotina do trabalho diário na Universidade. Confira:

TAL: Por que escolheu essa profissão?
Vanessa: Escolhi porque gosto da limpeza, da organização, de manter as coisas limpas. Gosto mesmo da profissão. 

TAL: Quanto tempo trabalha na função?
Vanessa: Trabalho há seis anos na área. Antes eu trabalhava com embalagem e produtos industriais em empresas, mas não gostava. Então, resolvi mudar completamente de área e estou gostando (de trabalhar com limpeza de locais). 

TAL: Resumidamente, como é a sua rotina?
Vanessa: Acordo às sete horas da manhã. Às vezes não dá nem tempo de tomar café, pois tenho que deixar minha casa limpa, deixo em ordem, lavo roupa e demais coisas que a dona de casa faz. Às 11h, me arrumo, pego o ônibus e vou para a Furb. Começo meio-dia até às 16h. Tenho uma hora de descanso e volto às 17h até 21h. Tenho 13 salas de aula para limpar todos os dias, três banheiros e dois escritórios. 

Vanessa limpa todos os dia 13 salas de aula, doi escritórios e três banheiros. Foto: Edemir Júnior.

 

TAL: Teve algum momento marcante durante esses anos de trabalho?
Vanessa: Não teve nenhum fato marcante, ao menos não lembro.

TAL: Como é o tratamento dos alunos e professores na Furb para com vocês?
Vanessa:
Tem aluno que é um amor de pessoa. Te tratam bem, com respeito. Mas tem alguns, que olha, dá vontade de matar (risos). Os professores também. Tem os que são educados, tem os que cumprimentam, os que são mais na deles...

TAL: Tem algum sonho a ser realizado?
Vanessa:
Tenho um sonho da minha casa própria. Hoje moro de aluguel, no Garcia, mas um dia eu consigo. 

TAL: O que tem a dizer para as pessoas?
Vanessa:
Sempre tem os que são mais nojentos. Tem muitos que não nos deixam levar coisas no elevador, por exemplo quando estamos com saco de lixo, tem gente que já não entra. Tem professor que pede pra gente descer pela escada, não querem que a gente vá junto no elevador. A gente tem que respeitar, né, mas é complicado, não é fácil. Mas a gente prefere lembrar dos mais legais, aqueles que dão até abraço na gente!

 

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