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Saúde

Síndrome da Visão do Computador: entenda as causas e saiba como se proteger

Confira como o uso excessivo de certas tecnologias pode gerar esse problema ocular

18 novembro 2020 - 17h10Por Giulia Machado

Nos dias de hoje, é raro encontrar uma pessoa que não use computadores, tablets ou celulares no dia a dia, tanto para trabalhar e estudar quanto nos momentos de descanso. Essa tecnologia facilitou a vida de todos, mas também criou alguns problemas que não existiam. Um deles é Síndrome da Visão do Computador (CVS) ou Síndrome de Distúrbios Visuais do Computador. 

De acordo com o oftalmologista Fernando Penhaa CVS é uma série de alterações e sintomas visuais relacionados ao uso excessivo desses dispositivos. É uma doença conhecida de longa data, que se acentuou no período de pandemia de Covid-19, por conta do ensino a distância e do home office. Os sintomas mais comuns podem ser dor ocular, dor de cabeça, embaçamento visual e sensação de olho seco, como se houvesse areia nos olhos. 

A sensação de olhos secos ocorre por conta da redução de piscadas enquanto se olha para esse tipo de telas. Segundo o blog do Centro de Oftalmologia Avançada (COA) normalmente o olho pisca 22 vezes por minuto, mas esse número pode chegar a cinco quando se está diante da tela de um computador. 

Regra do 20-20-20 

Atualmente, optar por não fazer uso destas tecnologias não é mais viável. Então o oftalmologista recomenda que as pessoas não esqueçam de piscar. 

Para isso, já foi desenvolvido um método que tem se mostrado eficaz para diminuir os sintomas da síndrome: a regra do 20-20-20. Basicamente o que deve ser feito é uma pausa a cada 20 minutos para olhar para uma distância de 20 pés ou seis metros, durante 20 segundos. 

O oftalmologista acrescenta que os sintomas da CVS podem ser evitados com condições como um ambiente de trabalho adequado, com boa luminosidade, postura adequada, posição adequada do monitor e brilho da tela regulado. Lembrar de piscar e fazer intervalos nas atividades, como sair para tomar água por exemplo, já é considerado um descanso.  

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O uso de lentes corretivas caso o paciente tenha algum problema visual também é importante e pode minimizar o problema. Outro método efetivo é o uso de lubrificantes oculares, que apresentam função dupla, primeiro na pausa da atividade com o eletrônico e segundo melhorando a lubrificação da superfície ocular, o que reduz de maneira importante os sintomas”, explica Fernando. Para isso, consulte um oftalmologista, que é o único profissional habilitado para o cuidado da saúde ocular. 

As videoconferências 

Devido à pandemia, para muitas pessoas ela se tornou uma realidade diária: a videoconferência. E com isso, mais cansaço visual. Fernando explica que as videoconferências são mais cansativas pois a distância que a pessoa fica da tela é menor do que seria pessoalmente, além de que em uma reunião presencial ocorre uma interação normal em que os olhos tendem a piscar adequadamente, e isso permite a lubrificação ocular correta, o que não acontece on-line. 

De acordo com a revista digital Pequenas Empresas Grandes Negócios, essa sobrecarga nas reuniões on-line acontece porque a mente humana é acostumada a processar o que está visualizando como um todo. Então participar de uma reunião em que várias pessoas aparecem na tela é o equivalente a tentar assistir vários programas de TV diferentes, lado a lado.

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Para amenizar a sensação de fadiga, algumas dicas da revista são configurar as chamadas de vídeo para visualizar apenas quem está falando, e não todas as pessoas da sala, no formato de galeria. Quando possível, optar por uma ligação de áudio, em que em muitos casos se resolve a situação de forma mais rápida e sem necessidade de olhar para uma tela por um longo período de tempo, também é uma alternativa.

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