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Saúde

Sistema de atendimento médico à distância tem previsão de ser finalizado em novembro

Pesquisadores vão antecipar a finalização do sistema para disponibilizar a plataforma o mais rápido possível para a Secretaria de Estado da Saúde

02 novembro 2020 - 17h10Por Giulia Machado

Com a pandemia do novo coronavírus e a necessidade de afastamento social, muitas áreas que estavam em crescimento foram impulsionadas, em especial aquelas ligadas à tecnologia.  

Na área da saúde isso não foi diferente: em Santa Catarina, pesquisadores criaram um sistema para a realização de consultas médicas à distância voltado à rede pública de saúde. O projeto, que está sendo desenvolvido pela UFSC e que recebeu apoio financeiro de R$ 97 mil da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc), têm previsão de ser entregue ao Estado em novembro. 

O coordenador do Sistema de Telemedicina e Telessaúde (STT) da UFSC, Aldo von Wangenheim, em live sobre o assunto junto à Fapesc, destaca que esse é um excelente exemplo de como a universidade pode interagir com a sociedade e com os órgãos de fomento e produzir algo que faça a diferença.

Para ele, o sistema é uma solução que pode ser reproduzida em outros lugares. "A gente está mostrando que isso é possível, e que isso é uma solução que pode ser levada inclusive a outros lugares do Brasil, da América Latina e África onde temos grandes concentrações de médicos e pessoas tendo que viajar enormes distâncias para fazer um atendimento que poderia ser feito de outra maneira", comenta o coordenador do STT da UFSC. E ele complementa: "não é mais um desafio tecnológico, é muito mais um desafio de modelo de processo, de fluxo de trabalho, é uma mudança cultural".

>> Como doar sangue durante a pandemia do novo coronavírus

Ainda não havia nenhum sistema do gênero sendo utilizado pelo governo de Santa Catarina porque a legislação não permitia, e com a liberação feita em 2020, será possível realizar consultas médicas pelo SUS sem sair de casa. Isso pode ser uma vantagem durante a pandemia do novo coronavírus já que muitas pessoas precisam usar transporte público para ir até o hospital. Além disso, a plataforma também deve ser útil para os casos em que a pessoa reside em área afastada, o que faria com que ela se deslocasse vários quilômetros para uma consulta. 

De acordo com o coordenador do projeto, Douglas Dyllon Jeronimo de Macedo, em declaração para o site do governo do Estado, o diferencial entre o sistema e uma simples videoconferência é que existe maior preocupação com a privacidade das conversas. Além disso, o novo sistema disponibiliza uma maior geração de dados que devem ser preenchidos nos prontuários eletrônicos. 

>> Precisamos falar mais sobre o suicídio

A criação da plataforma em Santa Catarina só foi possível devido à uma portaria publicada no dia 20 de março de 2020 pelo Ministério da Saúde que autoriza o SUS e a rede privada a realizarem consultas médicas à distância. No dia 31 do mesmo mês, o projeto de lei com objetivo de evitar lotação em hospitais e centros de saúde foi aprovado pelo Senado, e deve permanecer em vigor enquanto durar a crise do novo coronavírus, com possibilidade de ampliação após o fim da pandemia.
 

Santa Catarina tem histórico de trabalho com telediagnóstico

Apesar do serviço de teleatendimento ser recente, propiciado através de legislação em 2020, como citado anteriormente, a prestação de laudos de exames à distância é ofertada pela Secretaria de Estado da Saúde desde 2005. Em Santa Catarina, desde então e até 2020, este trabalho de telediagnóstico já disponibilizou pouco mais de 1,3 milhão de exames laudados, ou seja, analisados e diagnosticados de forma remota. 

Confira mais informações sobre o STT de Santa Catarina e as expectativas para o teleatendimento no Estado acessando este vídeo: 

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