Menu
Busca Sex, 24 de janeiro de 2020
(47) 99975-9521
Atualidade

Ferramentas interativas colaboram no aprendizado dos jovens

O avanço tecnológica é inevitável e os professores precisam se adaptar ao novo cenário

10 outubro 2019 - 13h00Por Vinícius Peyerl Vieira

De acordo com os dados da empresa Statista, especializada em estatísticas, o brasileiro é dono do recorde, quatro horas e 48 minutos por dia no celular. Entre os jovens essa realidade também acontece, mas até onde os novos aparelhos da era digital são bons para o desempenho do ensino?

A psicopedagoga Silvia Valéria Silveira Magalhães Martin, explica que estas tecnologias têm diferentes influências sobre os jovens, podendo ser boas ou ruins, dependendo da forma em que é feito o uso, um dos pontos principais é a moderação, ressaltado pela psicóloga. "As crianças e adolescentes ficam muito tempo na frente do computador ou vidradas no celular e isso causa problemas grandes no desenvolvimento corporal, da musculatura e dos ossos, mas além disso, existem graves efeitos em uma esfera de desenvolvimento afetivo-social”, explica Silvia. 

Nesta nova realidade do cotidiano do ensino, pode-se pensar que as tecnologias distraem a juventude, mas também podem ser usadas como ferramentas para aprimorar e aperfeiçoar o aprendizado, como é o caso dos AVA’s (Ambientes Virtuais de Aprendizagem).

A utilização destes ambientes virtuais dá a possibilidade de que outros conteúdos complementares e revisões sejam propostos, explica a psicóloga, que ainda justifica que esse uso só seria eficiente se uma metodologia adequada fosse posta em uso, juntamente com reflexões, para equilibrar a conexão dos materiais estudados a partir dos AVA’s. É ainda ressaltado a importância desta tecnologia também aos professores que agora tem a possibilidade de atualizar e reformular suas práticas pedagógicas, analisando o parecer que seus alunos dão e o desempenho, já que as plataformas digitais permitem esta nova forma de monitoramento.

A professora-pesquisadora, Raqueline da Silva Santos, compartilha de um pensamento muito similar, a geógrafa diz que é impossível negar as novas tecnologias na educação, mas que é necessário que o professor esteja preparado para poder instruir o aluno, já que seria uma ferramenta importante no amadurecimento da construção intelectual do jovem, assim como na forma de uma criança ou adolescente ver o mundo e lidar com o bombardeio constante de informações.

Outro problema também existente em relação ao uso das tecnologias pelos mais jovens seria o excesso de estímulos, já que adultos tem dificuldade para lidar com a constância de informações, as crianças que estão em estado de desenvolvimento sofrem com este problema também, como explicita Silvia. “Ficar muito tempo com essas tecnologias faz com que as crianças recebam muita informação também, esse excesso pode causar uma aceleração da atividade mental”, explica a psicopedagoga.

Algo que deve ser compreendido é que as tecnologias vieram para ficar, são algo presente no dia a dia de todos e como muitas outras coisas podem ser objeto de vícios e obsessões. Mas como observa Silvia, psicopedagoga, se usado da maneira correta e com o suporte correto, as novas mídias e tecnologias podem ser instrumentos muito valiosos durante o ensino e aprendizado da nova geração, algo que estará cada dia mais presente na formação cidadã.

Deixe seu Comentário

Leia Também

Revista
Vozes: Criando raízes no Brasil
Segurança
Casos de Feminicídio seguem aumentando em Santa Catarina
Saúde
Campanha Dezembro Laranja alerta para o câncer de pele
Entrevista
Desafios de comunicação da ONU
Turismo
Regiões afastadas em Blumenau são novas apostas no turismo
Coletivo
Rede de vizinhos busca melhorar segurança nas ruas e comunidades
Política
Cabem todas as vozes na Câmara?
Coletivo
De onde vêm os nomes das comunidades blumenauenses?
Cidade
Blumenau 2050 renova a esperança de levar a comunidade à Prainha
Agricultura
Vida rural em meio à urbana