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Esporte

A paixão pelo mar: conheça a história do surfista Lucas Vicente

Lucas começou a surfar com três anos e a competir com cinco

04 julho 2019 - 17h45Por Júlia Beatriz

Natural de Florianópolis (SC), Lucas Vicente Alexandre tem 17 anos e é apaixonado pelo surf desde pequeno. Com quase 1000 surfistas, o jovem já ocupa a 89° posição no ranking mundial e participou de diversos campeonatos, como o brasileiro, o mundial sub-18, entre outros. Veja a seguir a entrevista realizada com Lucas.

TAL: Você ainda é muito novo e tem uma longa carreira pela frente, sem dúvida. Mas, como esse amor pelo surf surgiu?

Lucas: Comecei a surfar com três anos de idade e a competir com cinco. O que mais me incentivou foi minha família. Meu pai surfava antigamente, sempre ia para praia, sempre me levava. Antes dos três anos já me botava em cima da prancha e aos poucos foi me levando para praia e eu fui criando gosto pelo surf. Teve dias que ele ia surfar e me deixava em casa, e eu ficava chorando até ele me levar. Até hoje me impressiono com esse sentimento.

TAL: No instagram você compartilha muitas fotos em campeonatos no Brasil e no mundo. Como é seu preparo para essas competições?

Lucas: Sim, graças a Deus eu estou competindo bastante. Tanto no Brasil como no mundo inteiro. Meu preparo é muito treino. Treino com o Cléber Cavalcanti de segunda a sábado, três vezes por dia e uma hora e meia por cada treino. Eu também faço funcional terça, quarta e quinta, e cuido bastante da alimentação. Assisto vídeos dos meus adversários também, para ficar o mais preparado possível. 

TAL: Qual foi o campeonato que mais te marcou?

Lucas: Muitos me marcaram. Já fiquei em quarto lugar no mundial sub-18, fui campeão brasileiro, catarinense...Mas o que mais me marcou foi um WQS 1500 que teve na Argentina esse ano (2019), eu fiquei em segundo lugar. Eu tinha treinado muito e foi um campeonato que eu estava muito confiante e que a minha prancha estava certa, e foi um dos melhores resultados que eu tive carreira. Hoje estou em 89º no ranking mundial, sendo que tem praticamente mil surfistas nele. Além disso, estou no segundo lugar do ranking sul-americano. Então esse resultado foi muito importante para mim. Acredito também que uma etapa que teve em Ubatuba, Praia Grande (SP), do brasileiro, onde eu precisava ganhar o evento para me classificar para o mundial e ser campeão brasileiro. Acabei ganhando a final e conquistei os objetivos.

TAL: No fim do ano passado você se formou no Ensino Médio, certo? Como você conciliava os estudos com os treinos e competições?

Lucas: Sim, ano passado eu terminei o Ensino Médio. Infelizmente no Brasil não tem aquele programa homeschooling, que é a escola em casa. É bem difícil conciliar o surf com os estudos, mas eu estudei no Colégio Adventista de Florianópolis, no centro, e eles me ajudaram desde pequeno, estudei lá a minha vida inteira. Eles sempre me acompanharam, viram a dificuldade e me ajudaram ao máximo. Então, sempre que eu viajava, eu levava caderno e fazia trabalho. As provas eu fazia depois de voltar e no último ano eu fiz muitos trabalhos. Graças a Deus deu certo, meus pais puxavam bastante esse lado, meu empresário e até os meus patrocinadores cobravam muito isso e eu consegui concluir. Infelizmente não é uma coisa que todos os atletas concluem. Muitos acabam largando, mas todo mundo sabe que é muito importante e realmente precisa.

TAL: O que você planeja para o futuro?

Lucas: Eu planejo me classificar para a elite do surf mundial, fazer meu nome e ser campeão mundial, logo depois que eu entrar. Ser feliz, realizar meu sonho e o da minha família também, e representar muito bem minha cidade, meu estado e meu País.

TAL: Para terminar, qual sua dica para quem quer seguir a vida no surf?

Lucas: Minha dica para o pessoal que quer seguir a vida o surf, se for em competição é ser muito dedicado aos treinos. Muitas pessoas acham que vida de atleta é fácil, mas tem que abrir mão de muitas coisas. Algumas vezes você vai ficar meio chateado, mas no fim tudo vale a pena. E também, se for por competição ou só por interesse e curiosidade, é sempre se divertir. Uma coisa que eu tenho na minha cabeça é que o melhor surfista é sempre o que mais se diverte. Então, que entre na água, se divirta muito e que nunca é tarde para nada.

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