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Meio Ambiente

Sacolas plásticas: o velho dilema, mas ainda enraizado em nossa cultura

Várias cidades do país estão adotando leis para tentar banir o uso de sacolas plásticas; em Blumenau, não há previsão

21 junho 2019 - 17h45Por Edemir Júnior
Tudo começa lá na refinaria, com o Petróleo. Tratado, vira plástico. Esse plástico, junto com muita água e muita energia, se transforma na sacola plástica, que usamos em praticamente todos os dias de nossa rotina. 
 
Todas as pessoas vão ao mercado. Claro, tem as exceções, mas enfim, não vem ao caso agora. Quando fazemos uma compra, seja ela em grande quantidade ou pequena, muitas sacolas são utilizadas. Com alimentos ou bebidas embalados em vidro, não basta uma sacola para o transporte do mercado até na residência, mas sim duas ou três, já que muitas são frágeis e uma somente pode acabar cedendo ou rasgando. Itens mais pesados, da mesma maneira. Ainda tem os casos das pessoas que, mesmo não precisando, levam sacos plásticos a mais para ter de reserva em casa. Agora, multiplique tudo isso por toda a multidão que vai ao mercado todos os dias. 
 
Na verdade, as sacolas em si, não são um grande problema. A questão é que as pessoas não têm o cuidado necessário com elas, ou seja, o mau uso. O grande problema está na forma inadequada de descartar essas sacolas. Nas ruas, florestas e oceanos. Não importa o local, muita gente não cuida. As sacolas jogadas nas ruas entopem os bueiros, contribuindo bastante para as grandes enxurradas que acontecem nas cidades. Nos oceanos, os animais marinhos que sofrem, como as tartarugas, que as engolem pensando que é alimento.
 
No mundo, anualmente, são distribuídas entre 500 bilhões e 1 trilhão de sacolas plásticas. Levando em consideração que o planeta Terra tem sete bilhões de habitantes, temos uma média de quase 143 sacolas por pessoa no ano. Em solo brasileiro, são cerca de 1,5 milhão de sacolinhas distribuídas por hora. Isso dá 13.140.000.000 (13 bilhões 140 milhões de sacolas) no ano. São dados revelados pelo Ministério do Meio ambiente.  Ficou espantado? Imagino que sim, não tem quem não fique.
 
Solução não é tão simples quanto parece
 
A principal alternativa à sacola plástica é a tão batida sacola biodegradável. Uma embalagem é considerada biodegradável quando é possível realizar a sua decomposição naturalmente, ou seja, sua biodegradação. A biodegradação é realizada por microorganismos como bactérias, algas e fungos, que convertem o material em biomassa, dióxido de carbono e água. As vantagens de uma sacola biodegradável a uma de plástico, é o tempo de permanência no meio ambiente. Enquanto a de plástico dura de incríveis 100 a 400 anos para se decompor, a biodegradável em dois anos já está totalmente decomposta, segundo fabricantes.
 
Resultado de imagem para sacolas biodegradaveis
 
 
No entanto, dois fatores prejudicam a troca do plástico pelo biodegradável: A cultura das pessoas e o preço, ainda elevado, das sacolas alternativas. Na verdade, uma coisa leva a outra. Enquanto as de plástico são distribuídas gratuitamente em qualquer lugar de compras, a biodegradável é paga. Mesmo que comprando em quantidade custe centavos, só o fato de ter que pagar pelas embalagens, já afasta as pessoas. Com isso, a população, em sua maioria, não pega o costume de utilizar sacos biodegradáveis e, logicamente, não adquirem a cultura do uso.
 
Não existe previsão de lei em Blumenau proibindo o uso de Sacos Plásticos em Supermercados
 
Na cidade maravilhosa, o Rio de Janeiro, a partir de junho de 2019 , os supermercados não terão mais o fornecimento de sacolas plásticas para o transporte dos itens do mercado para a residência das pessoas. A lei passará a exigir somente sacos biodegradáveis. Em São Paulo, essa mesma lei já está em vigor desde 2012. Em Porto Alegre, outra grande capital do Brasil, vereadores já admitem a discussão sobre o proibimento na cidade. 
 
Já Blumenau, parece estar longe de ter uma lei referente a isso. “Não posso concordar que um ato intrinsecamente ligado à qualidade de vida de cada um de nós dependa de lei para ser praticado. É surreal!”. Essas foram as palavras de Éder Boron, presidente da FAEMA (Fundação do Meio Ambiente) de Blumenau. De fato, Boron está correto. Não podemos deixar que somente uma lei mude o nosso pensamento, sendo que somos nós, nossos filhos e netos que sofrerão no futuro as consequências do hoje. 
 
“A facilidade de acesso às sacolas remete a esse uso desenfreado. Todos nós usufruímos dessa condição”, diz Boron  
 
Como você descarta seu lixo? Em grandes partes dos casos, descartamos nosso lixo por meio de sacolas, as quais levamos na rua para a coleta seletiva. Éder Boron afirma que precisamos primeiro prevenir ao máximo a geração de resíduos e adotar a reciclagem, a compostagem de resíduos orgânicos e práticas de consumos sustentáveis. Quanto ao lixo residencial, as sacolas compostáveis, biodegradáveis ou de papel são boas opção. Descartar o lixo residencial  diretamente nas lixeiras, sem o uso de sacolas. É questão de iniciar a mudança, com o tempo ela se tornará natural e estaremos contribuindo com o nosso próprio futuro. 

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